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  • Empatia e Extrapolação

    Nós, seres humanos, temos dois superpoderes em relação as IAs.

    O primeiro é a capacidade de ter Empatia.

    Inovação pelo Design vem de achar o que as pessoas valorizam, o que é significativo para elas, e depois encaixar tecnologia e negócios. Isso é ter empatia. Isso é se botar no lugar do outro.

    O segundo é a capacidade de extrapolar.

    As máquinas são boas de interpolar.

    Interpolação e extrapolação são métodos de estimativa baseados em dados existentes. A 
    interpolação calcula valores desconhecidos dentro do intervalo de dados conhecidos.

    A extrapolação estima valores fora do intervalo conhecido (antes ou depois), o que envolve maior incerteza.
    A máquina lida bem com dados e pensar sobre aqueles dados que já existem. Pensar “fora da caixa” e ser criativa fora dos frameworks e estruturas habituais, só um ser humano.


  • Carnaval 2026 e a Micro-História

    Os desfiles de Carnaval são uma peça importante no descobrimento e no ensinamento das pessoas e a cada ano que eu vejo os desfiles, mais esse contexto fica exposto na minha cabeça.

    É um local que, independente de você ter ou não conhecimento das coisas, você aprende algo.

    Pode ser na história do enredo, ou de algo agregado, ou até um conceito dito rapidamente num comentário da televisão, tudo isso acaba ensinando. É uma festa, mas com cultura. Isso, pra mim, é lindo.

    Dito isso, eu nunca tinha ouvido sobre micro-história até ver o desfile da Viradouro sobre o mestre Ciça.

    Micro-história é quando você pega uma pessoa comum do período histórico que você quer explicar e mostra a visão daquela pessoa e o impacto do período histórico naquela pessoa.

    Para mim, um amante de histórias e um escritor de escolha, é lindo ver esse conceito na prática e já meti na minha lista da amazon uma porrada desses livros para me aprofundar depois.

    Nos RPGs existe o conceito de NPCs, personagens que não são jogáveis e, geralmente, a história não roda ao redor deles. Num mundo de cultura construída ao redor de Jornadas de Herói complexas, muitas vezes perdemos microcosmos valiosos de outras jornadas de heróis que estão dentro do cotidiano dos NPCs.

    A Viradouro pinçou a história de Mestre Ciça pra falar sobre samba, origens e homenagear o batuque, fazendo homenagem ao mestre batuqueiro. O quanto também não podemos entender do todo através da visão de um único (ou únicos) personagens menores, que compõe uma peça num grande quebra-cabeça?

    Botar nos holofotes do contexto figuras centrais que vivem e dialogam o cotidiano, ta aí uma coisa que me agrada. Encaixar narrativas de Jornadas do Herói no cotidiano, também me agrada. Ultimamente a cultura é muito voltada para grandes salvações e reviravoltas. O mundo está sempre em risco.

    Mas e o bairro? E o estado? E a vizinhança? Os pequenos microcosmos que constroem o mundo são mais importantes que tentar fazer uma teoria unificada para o mundo.

    O micro, o que temos contato, para ser vivido e contado. E o que entendermos do macro nesse trajeto, tá bom.