Essa frase me bateu.
Primeiro porque eu buscava inspirações sobre o que dizer e o que escrever. Voltar a ter ritmo de escrita constante, pensamento criativo.
Segundo porque ela me pegou de arrasto, no susto, para um pensamento maior: o quanto o que lemos (e até consumimos no geral) nos constrói.
Menocchio é o fio condutor do livro “O queijo e os vermes”de Carlo Ginzbur, personagem esse que é moleiro e foi preso pela Inquisição por heresia.
Carlo tenta quebrar de onde Menocchio, um camponês, teve essas ideias. E se volta, em parte do livro, ao seu círculo de influências e as suas leituras.
E a frase bate forte justamente porque ela é uma verdade absoluta: para conhecer as ideias de uma pessoa, você precisa ir nas suas leituras. Nas suas influências. O que consumimos, o que nos faz pensar, o que nos entra pela cabeça e gera pensamentos, é daí que nos vem a influência do nosso querer.
De vez em quando somos tomados por pessoas diferentes, com ideias diferentes das nossas, que só na trocação de ideia nos impactam. E daí vamos consumindo indicações daquela pessoa, vamos adicionando novos blocos as nossas histórias. Novas ideias e novos pensamentos.
Claro que existe um perigo nesse processo, mas correr esse perigo faz parte do jogo. E errar ajuda no aprendizado.
Ainda preciso ler mais páginas desse livro, mas com certeza há muito para aprender ainda. E mais pensamentos virão, com certeza.
Deixe um comentário